
Resumo do dia: 12 de outubro de 2026
Lula passou o feriado de Nossa Senhora Aparecida defendendo o respeito às religiões e falando de moradia e jornada de trabalho. Ao mesmo tempo, a eleição avançou nas ruas e nos tribunais: Copacabana recebeu milhares de apoiadores, a campanha reorganizou sua operação e o TSE tomou decisões sobre conteúdos digitais. Fora desse circuito, incêndios no Amazonas, a deportação de um jornalista brasileiro e a disputa internacional pelo diesel também marcaram a segunda-feira, 12 de outubro.
Lula, direitos e uma campanha que volta às ruas
Depois da missa na capela do Palácio da Alvorada, Lula afirmou que cada pessoa tem o direito de seguir a religião que escolher e que todas as crenças devem ser respeitadas. A declaração, registrada pela Agência Brasil, colocou a liberdade religiosa no centro de um feriado atravessado pela disputa eleitoral. O Estado laico garante justamente esse convívio: o poder público atende pessoas com diferentes crenças e também quem não tem religião.
Na mesma agenda, o presidente relacionou a Campanha da Fraternidade, dedicada à moradia, ao Minha Casa, Minha Vida. Projetou encerrar 2026 com três milhões de casas contratadas e falou da presença de bibliotecas nos novos conjuntos. A projeção se refere a contratos, não a três milhões de imóveis já entregues. A conexão é concreta: ter endereço estável muda a segurança de uma família e sua relação com escola, trabalho e serviços públicos.
Lula também cobrou de Flávio Bolsonaro uma posição sobre o fim da escala 6x1. Segundo a Agência Brasil, a PEC 221/2019 está prevista para votação em primeiro turno na quarta-feira, 14. A proposta garante dois dias de descanso semanal. O tema aproxima a campanha de uma questão que milhões de trabalhadores conhecem no corpo: quanto tempo sobra para descansar, cuidar dos filhos e viver fora do emprego.
Uma reportagem da Agência Pública publicada nesta segunda mostrou como a campanha de Lula vem reorganizando a reta final. Jerônimo Rodrigues atua na articulação com prefeitos; Rafael Fonteles coordena a comunicação; Rui Costa assumiu a agenda; e Camilo Santana, a coordenação política. Deputados com presença nas redes, artistas e influenciadores foram chamados a reforçar a operação. A mudança combina organização territorial e circulação digital, depois dos problemas reconhecidos na campanha do primeiro turno.
No Rio, a mobilização já aconteceu. Milhares de pessoas ocuparam cerca de sete quarteirões da Avenida Atlântica, em Copacabana, nesta segunda, conforme a cobertura presencial do UOL. Lula permaneceu em Brasília. A presença de estudantes, movimentos sociais e parlamentares prolongou a sequência de atos do fim de semana. Para a campanha, a rua oferece contato e visibilidade; o desafio seguinte é transformar essa disposição em organização até o segundo turno, em 25 de outubro.
O TSE, os vídeos falsos e a disputa pela informação
A equipe técnica do TSE informou que não encontrou, nas mensagens examinadas do canal Exército do Lula entre 2 e 11 de outubro, reproduções dos conteúdos apontados como falsos no processo. A análise veio depois de Kassio Nunes Marques ordenar a suspensão e de Ricardo Villas Bôas Cueva permitir a reativação no domingo. O relatório também registrou atuação coordenada e linguagem polarizadora. A conclusão técnica enfraquece a acusação específica que motivou o exame, enquanto a discussão judicial continua.
