
A Avenida Paulista virou um show de democracia neste domingo, 11 de outubro. Uma multidão ocupou a região do MASP para receber Lula e participar da Marcha pela Democracia. Estudantes, trabalhadores, movimentos sociais e comunidades de fãs levaram para a rua a mobilização que cresceu nas redes durante a primeira semana do segundo turno.
A festa começou no caminho. Nos vagões e corredores do metrô, apoiadores cantavam o nome de Lula. Na avenida, bandeiras e cantos acompanhavam a chegada dos manifestantes. A concentração começou às 11h, em frente ao museu, com uma caminhada prevista em direção à Praça Roosevelt. A defesa da democracia ganhou corpo, voz e presença no centro de São Paulo.
Estudantes e trabalhadores na mesma avenida
A União Nacional dos Estudantes participou da organização do ato. A mobilização também reuniu os chamados fandoms, comunidades de fãs acostumadas a movimentar grandes públicos na internet. Grupos ligados a artistas de diferentes estilos se juntaram à convocação pela democracia e pela reeleição de Lula. A força dessas redes apareceu nas ruas, ao lado das entidades estudantis e dos movimentos populares.
A UNE defende mais investimentos em educação, a manutenção das políticas sociais e o fim da escala 6x1. Sua presidenta, Bianca Borges, havia convocado os estudantes a uma mobilização permanente. A CTB também chamou a classe trabalhadora a participar dos atos deste domingo, em defesa dos direitos, dos salários, da soberania nacional e dos serviços públicos.
Lula cobra o fim da escala 6x1
Na Paulista, Lula afirmou que espera a votação da proposta que acaba com a escala 6x1 no Senado na quarta-feira, 14. O presidente disse que a data foi tratada com Davi Alcolumbre e cobrou uma posição do PL: apoiar mais descanso para os trabalhadores ou defender que continuem trabalhando mais.
A cobrança levou uma reivindicação concreta para o centro da manifestação. O fim da escala que impõe seis dias de trabalho para um de descanso afeta o tempo disponível para a família, o estudo e a própria saúde. Para quem vive entre o emprego e o transporte, essa discussão tem consequência direta na vida cotidiana.
Lula também falou sobre a PEC da Segurança Pública e a participação do governo federal nessa área. Defendeu a definição das responsabilidades da União, dos estados e dos municípios e vinculou a criação de um Ministério da Segurança Pública à aprovação da proposta.
Aliados se juntam à mobilização
O ato reuniu Lula, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad. A cobertura da manifestação também registrou Simone Tebet, Marina Silva e os governadores Rafael Fonteles, do Piauí, Elmano de Freitas, do Ceará, e Jerônimo Rodrigues, da Bahia. Rui Costa acompanhou o presidente. A presença de lideranças de diferentes estados reforçou a dimensão nacional da mobilização.
Alckmin também falou no ato e ressaltou o compromisso dos paulistas com a democracia. O vice-presidente criticou Flávio Bolsonaro e mencionou o caso Banco Master ao atacar o adversário.
