
O Tribunal Superior Eleitoral mandou suspender, nesta sexta-feira (9), o Brasil 22 Token, site que oferecia criptomoedas a usuários que publicassem conteúdos de apoio a Flávio Bolsonaro. A decisão foi tomada pela ministra Estela Aranha após ação apresentada pela campanha de Lula.
Criptomoedas em troca de propaganda
O projeto vinculava a distribuição de tokens, como são chamados esses ativos digitais, à divulgação de publicações favoráveis ao candidato do PL. A ministra identificou indícios de vantagem econômica usada para ampliar a circulação de propaganda eleitoral nas redes.
Além da suspensão do site, os responsáveis devem interromper imediatamente a oferta, a promessa e a distribuição de tokens ligadas às publicações do projeto. A decisão atinge o mecanismo que oferecia uma recompensa financeira pela divulgação de conteúdo político.
Campanha de Lula levou o caso à Justiça
A coligação de Lula denunciou o caso ao TSE e apresentou à Procuradoria-Geral Eleitoral informações sobre a distribuição dos ativos. A prática havia sido revelada pela Folha de S.Paulo durante a semana.
Estela Aranha também determinou que Facebook e X preservem registros de conexão e acesso dos perfis envolvidos e forneçam dados de seus titulares e administradores. Essas informações devem permitir a apuração da responsabilidade de cada participante. A decisão suspende a operação enquanto o processo segue.
Flávio nega participação no projeto
Após a divulgação do caso, a campanha de Flávio disse desconhecer a autoria do site e anunciou medidas judiciais para retirar a página do ar. O candidato negou ter contratado perfis para divulgar conteúdos ou produtos de campanha.
A ordem do TSE interrompe a oferta de ativos vinculada à propaganda e preserva os registros necessários à investigação. A responsabilidade individual dos envolvidos e a efetiva remuneração dos usuários serão examinadas no processo.
Fontes consultadas (2)
- Agência Brasil, 9 de outubro de 2026
- UOL, 9 de outubro de 2026
Transparência editorial: Metodologia · Imagens e transparência · Fontes
Encontrou algum problema?Informe um erro nesta matéria