
Uma vacina desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais recebeu autorização para começar os testes em humanos. Lula levou a discussão sobre cortes de gastos a uma mobilização em Natal. O governo pediu medidas de proteção para Ana Elisa, e Alexandre Padilha cobrou resposta a uma reportagem sobre um suposto depoimento de Daniel Vorcaro. São alguns dos principais acontecimentos deste sábado, 10 de outubro, com consequências para a vida da população.
A ciência brasileira deu um passo
A Anvisa autorizou a fase inicial dos testes da Vivaxin, vacina contra a malária causada pelo Plasmodium vivax, parasita responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil. O imunizante foi desenvolvido pelo Centro de Tecnologia de Vacinas da UFMG, com tecnologia nacional e incentivo previsto de R$ 12 milhões do Ministério da Saúde para os ensaios clínicos.
A primeira fase deverá reunir 48 adultos sem infecção prévia. Os pesquisadores vão avaliar segurança, possíveis reações e a capacidade de estimular uma resposta imunológica. A autorização abre uma etapa de pesquisa; a vacina ainda não está disponível para aplicação na população. O avanço reforça o valor da universidade pública na busca por soluções para a saúde do país.
Lula cobrou explicações sobre os cortes
Em ato de campanha em Natal, Lula questionou de onde sairia o corte de R$ 250 bilhões anunciado por Flávio Bolsonaro. O presidente relacionou o debate a investimentos no Nordeste e à proteção de serviços e programas. A campanha de Flávio afirma que benefícios sociais serão preservados. A cobrança exige que o candidato apresente como fará a redução e quais despesas atingirá.
A informação de qualidade também entrou no debate eleitoral. Neste sábado, Padilha, representado por integrantes da AGU, notificou a Veja e pediu direito de resposta. Na véspera, a Polícia Federal havia negado que Vorcaro prestara o depoimento sobre um suposto financiamento de documentário sobre Lula descrito pela revista. A nota da PF também negou o recebimento dos documentos e informações com aquele conteúdo.
O desmentido tem alcance preciso: trata do depoimento e do material relatados na reportagem. Suspeitas sobre a autenticidade de um áudio divulgado no caso dependem de perícia. Uma acusação não ganha validade por circular muitas vezes durante a campanha.
Proteção e resultados das urnas
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania informou que pediu ao programa de proteção de Minas Gerais avaliação de risco e medidas para Ana Elisa, deputada federal eleita pelo PT. Ela denunciou ameaças de morte, estupro e exposição de dados pessoais. Proteger quem corre risco e investigar os autores é necessário para que a violência não retire pessoas da vida pública.
No Rio de Janeiro, a retotalização dos votos para governador indicou Douglas Ruas, do PL, com 50,88% dos votos válidos. A mudança decorreu da anulação dos votos de Anthony Garotinho, após decisão do TSE, e alterou os percentuais sem acrescentar votos. Segundo o TRE-RJ, o resultado definitivo será proclamado após a análise de eventuais reclamações, em sessão marcada para 15 de outubro.
