
Acorda: a casa própria vai ficar longe. O governo Bolsonaro propôs cortar 93% do programa de moradia
O Orçamento de 2023 de Jair Bolsonaro reservava R$ 82,3 milhões para o Casa Verde e Amarela, contra R$ 1,2 bilhão de 2022. Era o menor valor desde o primeiro Minha Casa Minha Vida, e não bastava para concluir 83 mil moradias paradas.
Casa própria depende de dinheiro público. Quando o orçamento aperta, a moradia popular é o primeiro corte e a última obra a ser entregue.
O Orçamento de 2023, enviado por Jair Bolsonaro, reservava R$ 82,3 milhões para o Casa Verde e Amarela. Em 2022, o programa tinha R$ 1,2 bilhão. O corte era de 93%. Segundo O Globo, era o menor valor desde a criação do Minha Casa Minha Vida, em 2009, e não bastava nem para concluir as obras de 83 mil moradias em andamento.
A proposta também deixava de fora as famílias de renda até R$ 1.800 por mês, que são as que mais precisam do programa. Um projeto-piloto que pedia R$ 170 milhões para 2023 recebeu zero.
No mesmo documento, o governo reservava R$ 19,4 bilhões para o orçamento secreto.

O plano de governo de Flávio promete retomar o Casa Verde e Amarela. A promessa vem junto com tesouraço, corte de ao menos dez ministérios e uma regra fiscal mais dura. A história diz o que acontece com a moradia popular quando a conta aperta.
Quem mora de aluguel e sonha com a escritura sente primeiro.
No pior cenário, o programa de moradia fica sem verba, a obra para, e o dinheiro que sobra vai para onde a política decide, e não para quem mora de aluguel. A família que esperava a chave continua pagando aluguel, e a casa pela metade vira ruína.
Análise do Voa Lula, baseada em fatos, falas, histórico, outros governos e interpretação.
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Fontes
- Bolsonaro corta 93% da verba do Casa Verde e Amarela em 2023, Folha de Pernambuco, com informações de O Globo
- Governo federal corta 98% do orçamento do programa habitacional Casa Verde e Amarela, FES Brasil
- Corte em verba do Casa Verde e Amarela vai congelar obras, Jornal de Brasília
- Flávio Bolsonaro propõe enxugar Estado e endurecer ações de segurança, Agência Brasil

