
A eletricidade gerada quando há sol ou vento pode ser guardada para os horários em que a produção cai. O governo prevê para dezembro o primeiro leilão de baterias do país, uma das iniciativas destacadas nesta sexta-feira (6), quando o Conselho Nacional de Política Energética aprovou o Plano Nacional de Transição Energética. Lula e Geraldo Alckmin participaram da reunião em Brasília.
Energia para usar depois
Baterias podem devolver eletricidade à rede quando ela faz falta. As linhas de transmissão têm outra função: levam a energia de onde ela é produzida para os centros de consumo. O Ministério de Minas e Energia aponta a ampliação dessa rede como necessária para integrar mais geração renovável ao sistema elétrico.
Quatro anos por ciclo
O plano organiza em ciclos de quatro anos as ações de uma política criada em 2024. Um volume reúne as diretrizes de longo prazo; o outro detalha as medidas. A estratégia busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis sem comprometer o abastecimento. A consulta pública recebeu mais de 1.400 contribuições, que levaram a mais de 400 alterações nos documentos, segundo o ministério, citado pela Itatiaia.
Quem acompanha a execução
O conselho também aprovou uma estratégia para reunir dados hoje espalhados por diferentes órgãos. Um grupo técnico coordenado pelo Ministério de Minas e Energia vai acompanhar a execução do plano, avaliar os resultados e propor mudanças. As revisões periódicas permitem ajustar as ações conforme mudem a tecnologia e as condições de investimento.
