
A oposição argentina cobra do governo Javier Milei explicações sobre a passagem de Flávio Bolsonaro pelo país durante a fuga do Brasil. Nesta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações confirmou que o senador atravessou a fronteira na noite anterior e embarcou em um voo privado para o Equador.
Bregman pede registros de voos e autoridades
A deputada Myriam Bregman, da Frente de Esquerda, afirmou a Opera Mundi que parlamentares apresentavam um pedido de acesso à informação no Congresso. Ela acusou Milei de colaborar com a fuga. A reportagem de Tabitha Ramalho e Tatiana Carlotti, publicada às 10h50, registra a cobrança sobre a possível utilização do Estado argentino para facilitar a saída do senador.
O La Izquierda Diario relata que Bregman e Nicolás del Caño pediram informações sobre voos que partiram de Puerto Iguazú, passageiros, tripulantes e autoridades em serviço no aeroporto e na fronteira. Os documentos podem identificar os responsáveis pelos controles e pelas autorizações de embarque.
Migrações confirmou entrada às 22h50
No comunicado publicado em 28 de outubro, o órgão migratório informou que Flávio e a família entraram às 22h50 de terça-feira (27) pela Ponte Internacional Tancredo Neves, em Misiones. Às 23h30, embarcaram em voo da Baires Fly com destino declarado a Guayaquil, no Equador. O texto afirma que apresentaram documentação válida e que não havia impedimento legal para entrar na Argentina.
