
O Ministério do Trabalho divulgou neste sábado 4.305 denúncias de assédio eleitoral, enquanto o governo Lula anunciou reforço para proteger indígenas ameaçados em Mato Grosso do Sul. Na diplomacia, Marco Rubio confirmou que Trump autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos após a fuga do senador. O dia também teve conquistas trabalhistas e novas disputas sobre o voto e a liberdade de protesto no exterior.
Voto, renda e proteção contra ameaças
O novo canal do Ministério do Trabalho recebeu os 4.305 relatos entre 28 e 30 de outubro. O Sudeste concentra 48,5% dos registros, e São Paulo reúne 1.325. A Auditoria Fiscal do Trabalho analisa as denúncias e já realiza fiscalizações. A lista pública de empregadores responsabilizados segue em estudo. O período de recebimento não determina quando ocorreu cada episódio.
Em Dourados, Wellington César Lima e Silva anunciou reforço da Força Nacional, ainda sem número de agentes ou prazo de chegada. Eloy Terena informou que a PF ouviu os acusados pela ameaça de envenenar a água de indígenas em Tacuru. Entre quatro denúncias de MS, ele apontou indício preliminar de motivação política apenas nessa ameaça. Os atropelamentos continuam sob investigação; não houve confirmação de água contaminada.
O governo Lula abriu R$ 4,73 bilhões para a ação que reúne BPC às pessoas com deficiência e Renda Mensal Vitalícia por invalidez. A portaria foi publicada em 28 de outubro. Trata-se de reforço orçamentário para pagamentos, sem aumento individual do benefício ou parcela extra. A renda assistencial prevista na Constituição depende dessa cobertura no Orçamento.
Na Gespi, em São José dos Campos, os metalúrgicos aprovaram reajuste total de 5% e fim do banco de horas, segundo o sindicato. A assembleia ocorreu em 28 de outubro, depois da recusa da primeira proposta. O percentual inclui inflação e ganho real, com retroatividade a setembro. A categoria manteve o controle da jornada na negociação salarial.
Racismo, organização popular e disputa diplomática
A PUC-Rio abriu investigação interna sobre palavras racistas de um aluno contra a memória de Marielle Franco, confirmada em comunicado de 30 de outubro. Luyara Franco denunciou as ofensas em um grupo de WhatsApp e cobrou providências. Não foi anunciada sanção ao aluno. A denúncia é distinta do ato bolsonarista de 13 de outubro perto da universidade e não estabelece que o aluno tenha participado dele.
