
Infraestrutura e Desenvolvimento
Novo PAC: como ler a nova carteira de investimentos
Lançada em 2023, a nova carteira reúne obras públicas, concessões e investimentos previstos para diferentes períodos.
Imagem ilustrativa criada com IA
Investimento público depois de anos de baixo ritmo
Quando uma obra para, o problema fica no caminho de quem precisa dela. O posto não abre, a estrada não termina, a água não chega e o custo já realizado permanece sem resultado. Lançado em 2023, o Novo PAC retomou projetos paralisados e reuniu uma nova carteira de investimentos em infraestrutura e serviços.
O programa abrange transporte, energia, cidades, saúde, educação, conectividade e transição ecológica. Parte dos recursos vem do orçamento público, parte de financiamentos, empresas estatais e setor privado. Por isso, o valor total anunciado não deve ser confundido com dinheiro já gasto ou obra concluída.
A utilidade da carteira aparece quando cada projeto sai do cronograma e entra na vida das pessoas. Uma unidade de saúde precisa atender; uma escola precisa receber alunos; uma obra de mobilidade precisa reduzir tempo de viagem. O acompanhamento público deve informar prazo, fonte do recurso, estágio e entrega. A retomada do planejamento nacional tem peso próprio, sobretudo depois de um período de queda do investimento. Seu resultado será medido nos territórios e ao longo dos anos, com transparência para distinguir intenção, execução e benefício real.
7. Novo PAC: como ler a nova carteira de investimentos
A volta de uma carteira nacional
Em 11 de agosto de 2023, o terceiro governo Lula instituiu o Novo PAC, reunindo projetos de transportes, energia, cidades, saneamento, saúde, educação e conectividade. No lançamento, a carteira previa R\$ 1,7 trilhão em investimentos de fontes públicas e privadas distribuídos por vários anos.
Uma carteira que muda
Em junho de 2026, o painel oficial registrava R\$ 1,9 trilhão previstos em 41,1 mil empreendimentos. Os valores de R\$ 1,7 trilhão e R\$ 1,9 trilhão são retratos de momentos diferentes. Do total atualizado, R\$ 1,3 trilhão correspondiam a 2023 a 2026 e R\$ 0,6 trilhão ao período posterior.
Previsto, executado e pago
Investimento previsto, valor contratado, execução física e pagamento medem situações distintas. Entre 2023 e 2025, o painel registrava R\$ 117,7 bilhões pagos pelo Orçamento Geral da União, incluindo restos a pagar. Esse valor não pode ser comparado diretamente com toda a carteira de R\$ 1,9 trilhão.
De onde vêm os recursos
A carteira combina Orçamento da União, investimentos de estatais, financiamentos e capital privado em concessões. Somar as fontes mostra a escala planejada, mas não informa quanto o governo federal já desembolsou.
Obras novas e retomadas
Há projetos novos, obras iniciadas em governos anteriores e empreendimentos paralisados incluídos para retomada. A inclusão no painel não significa que uma obra esteja contratada ou concluída. Estados e municípios também participam por meio de seleções.
Como acompanhar
A avaliação precisa observar cada empreendimento: estágio, valor pago, localização e prazo. Obras previstas depois de 2026 dependerão de continuidade orçamentária e de decisões futuras.
Destaques de dados
- 11 de agosto de 2023: instituição
- R\$ 1,9 trilhão previstos em junho de 2026
- 41,1 mil empreendimentos
Como acompanhar:
Acessar Novo PACFontes consultadas (2)
- Presidência da República — Decreto nº 11.632 — 2023
- Casa Civil — Painel do Novo PAC — junho de 2026
Atualizado em 22 de setembro de 2026
