
Moradia e alimentação
Nas cozinhas do MTST, o bairro se organiza
Quem faz a luta · voalula.com

Refeições gratuitas, hortas e atividades comunitárias aproximam moradores das periferias. A iniciativa começou na pandemia e continua ligada à luta por moradia e direitos.
Uma cesta de alimentos não resolvia a situação de uma família sem gás. Durante a pandemia, essa necessidade ajudou a orientar a criação das Cozinhas Solidárias do MTST, que passaram a distribuir refeições gratuitas nos territórios.
A primeira unidade nasceu no Jardim Damasceno, na zona norte de São Paulo. Na apresentação do projeto, o movimento registra a expansão para outros estados e a aproximação entre o enfrentamento à fome e a luta por moradia.
Para quem organiza uma cozinha, a tarefa se repete todos os dias: conseguir alimento, preparar, servir e cuidar do espaço. A continuidade depende de uma rede que conhece o bairro e compartilha responsabilidades.
Hortas comunitárias, atividades culturais e ações de cuidado se somaram às refeições. O MTST descreve experiências de orientação em saúde, rodas de conversa com mulheres e programação para crianças.
Na reportagem publicada pelo Brasil de Fato em junho de 2026, Jairo dos Santos, da coordenação nacional, relatou treze cozinhas do movimento em Minas. O número é o retrato apresentado naquela data, e inclui unidades na região metropolitana de Belo Horizonte e no interior.
As cozinhas mostram quanto trabalho comunitário existe por trás da palavra solidariedade. Preparar o cardápio, buscar uma doação e manter uma atividade com crianças são formas diferentes de sustentar o mesmo lugar.
A página oficial do MTST oferece um caminho de contribuição às Cozinhas Solidárias. Quem deseja apoiar pode conhecer o projeto por esse canal e consultar as formas de participação divulgadas pela própria organização.
A iniciativa também mantém uma comunicação voltada às comunidades, com informações sobre direitos e a vida nos territórios. A comida aproxima pessoas que passam a compartilhar outros problemas e construir respostas.
Uma cozinha comunitária torna visível a capacidade de organização das periferias. Sustentar essa experiência significa valorizar o trabalho de quem cozinha e garantir condições para que a próxima refeição também chegue.
Transparência editorial: Metodologia · Imagens e transparência · Fontes
Encontrou algum problema?Informe um erro nesta matéria