
Trabalho e organização
Metalúrgicos da Gespi ganham 5% e fim do banco de horas
Quem faz a luta · voalula.com

Os metalúrgicos da Modirum Gespi, em São José dos Campos, aprovaram em assembleia na quarta-feira (28) um acordo com reajuste salarial de 5% e encerramento do banco de horas, segundo o sindicato da categoria.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, os 5% reúnem reposição do INPC e aumento real. O pagamento será retroativo à data-base de setembro. O acordo também renovou direitos por dois anos.
A aprovação veio nove dias depois de os trabalhadores rejeitarem a oferta inicial, que mantinha o banco de horas. O sindicato classifica o sistema usado pela fábrica como irregular e atribui seu encerramento à pressão da categoria.
A recusa impediu que a negociação se limitasse ao percentual de reajuste. Os trabalhadores mantiveram na pauta a forma de organizar o tempo de trabalho. Essa disputa define quando as horas a mais são compensadas e quanto controle o empregado tem sobre sua jornada.
Nesse sistema, horas trabalhadas além da jornada são acumuladas para compensação posterior. O Ministério do Trabalho explica que a CLT permite prazos diferentes conforme o instrumento: até um ano em negociação coletiva e até seis meses por acordo individual escrito. A compensação dentro do mesmo mês também pode ser pactuada de forma tácita.
A reivindicação se insere numa história regional de negociação da jornada. Em balanço publicado no dia 19, o sindicato recorda que os trabalhadores da GM reduziram de 48 para 45 horas semanais em 1985, antes do teto constitucional de 44 horas. Na Gespi, o resultado anunciado agora reúne salário e organização do tempo na mesma negociação.
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