
Acorda: a merenda do seu filho vai encolher. Bolsonaro vetou o reajuste e deixou R$ 0,36 por aluno
Em agosto de 2022, o presidente Jair Bolsonaro vetou a correção da verba da merenda escolar. O valor estava parado desde 2017, em R$ 0,36 por criança por dia.
Merenda não aparece em planilha de ministro. Aparece no prato da criança.
Em 10 de agosto de 2022, Jair Bolsonaro vetou o trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias que corrigia pela inflação a verba do Programa Nacional de Alimentação Escolar. O programa não recebia reajuste desde 2017, e o valor para comprar comida estava em R$ 0,36 por criança por dia. O Observatório da Alimentação Escolar calculou que a correção elevaria a verba entre 34% e 40%.
O governo justificou o veto dizendo que o aumento contrariava o interesse público por aumentar a rigidez do orçamento. O Idec criticou a decisão.
O contexto era de 33 milhões de brasileiros em situação de fome. Para muitas crianças, a merenda é a principal refeição do dia. Com a verba parada e os alimentos subindo, escolas e prefeituras tiveram de fazer o prato render. Reportagens da época mostraram crianças dividindo um ovo ou comendo bolacha com suco.

Hoje a campanha de Flávio promete tesouraço, e a Folha relata que a equipe dele estuda corrigir gastos sociais e educacionais só pela inflação e desvincular o piso de 18% da educação. Flávio chamou a reportagem de fake news.
Cortar a merenda é o primeiro corte que ninguém assume, porque a criança não tem como reclamar.
No pior cenário, a merenda sem reajuste encolhe de novo, e a criança passa a depender da própria casa para comer. Onde a casa não tem comida, a criança vai para a escola com fome e volta com fome.
Análise do Voa Lula, baseada em fatos, falas, histórico, outros governos e interpretação.

