
A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e suas sete organizações regionais enviaram a Lula uma carta que reúne duas prioridades imediatas: proteger comunidades ameaçadas e avançar na demarcação de 73 terras ainda em 2026. Datado de quinta-feira (29) e divulgado pela articulação nesta sexta-feira (30), o documento celebra a reeleição do presidente e pede uma reunião para discutir os compromissos do próximo governo.
A mobilização apresenta sua agenda
As entidades afirmam que atuaram nos territórios e ao lado de movimentos populares durante a eleição para enfrentar a extrema direita. Agora, querem participar das decisões desde a formação da nova gestão, inclusive da definição de quem conduzirá as políticas indígenas, preservando a autonomia das organizações.
O projeto Nosso Território, Nossa Vida orienta essa proposta. A carta reconhece a retomada das demarcações e de políticas de saúde e educação indígena no governo Lula e reivindica orçamento para aprofundar essas conquistas.
As 73 terras e o horizonte de 2030
Segundo o levantamento citado pela Apib, as 73 terras já foram declaradas e aguardam assinatura presidencial. A articulação pede avanço nesses processos neste ano e associa a medida à demarcação e proteção de todas as terras indígenas até 2030. O documento apresenta esses prazos como reivindicações ao governo.
