
Darren Beattie e Ricardo Pita, do Departamento de Estado dos Estados Unidos, articularam medidas para favorecer os Bolsonaro, segundo investigação da Reuters publicada em 24 de outubro. A agência ouviu dez funcionários e ex-funcionários norte-americanos.
Diplomatas foram orientados a privilegiar Flávio
Três fontes disseram que os assessores orientaram a embaixada a evitar contatos com outros presidenciáveis conservadores. Após a condenação de Jair Bolsonaro, o apoio passou ao filho Flávio. A reportagem também descreve a pressão de Beattie por sanções contra Alexandre de Moraes.
O Departamento de Estado respondeu defendendo eleições livres. A Reuters não determinou a participação da Casa Branca nas ordens.
Sanções alcançaram patrimônio e transações
O alcance financeiro aparece no comunicado do Tesouro dos EUA de 30 de julho de 2025. A medida contra Moraes, baseada na legislação Magnitsky, bloqueava bens sujeitos à jurisdição norte-americana e proibia, em regra, transações envolvendo o sancionado por pessoas dos EUA. Washington alegava repressão à liberdade de expressão e citava o processo contra Jair Bolsonaro.
A agência de controle financeiro OFAC retirou Moraes da lista em 12 de dezembro de 2025. O registro oficial permite distinguir a sanção aplicada em julho, seus efeitos e o encerramento posterior do bloqueio.
