
A campanha de Lula decidiu pedir ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por suposto favorecimento nas plataformas da Meta. A iniciativa foi revelada nesta segunda-feira, 19 de outubro, pela jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha, e confirmada à Exame por integrantes da campanha. A reportagem da Folha informa que a ação seria formalizada nas próximas horas.
A ofensiva anunciada amplia o alcance jurídico da disputa: além de cobrar correções no funcionamento das redes, a campanha pretende responsabilizar eleitoralmente a candidatura que considera beneficiada. A Meta, empresa norte-americana dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, nega favorecer Flávio ou interferir na eleição brasileira.
Nova ação mira recomendações, IA e anúncios
Segundo a Folha, os advogados sustentam abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação social em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral, a AIJE. A acusação envolve recomendações de perfis, ferramentas de inteligência artificial e revisão de anúncios. A peça também menciona episódios com o Grok, ferramenta da plataforma norte-americana X.
Entre os elementos apontados estão mensagens internas da Meta, obtidas pela Folha, sobre restrições à publicidade de Lula e recomendações de contas de Flávio. O jurídico quer informações sobre os algoritmos e acesso às conversas internas para demonstrar o alegado favorecimento. Luiz Eduardo Peccinin e Maíra Recchia estão entre os advogados que assinam a iniciativa, segundo a reportagem.
Em entrevista a jornalistas, o secretário de Comunicação do PT, Éden Valadares, relatou novas limitações em um perfil da campanha no Instagram após o debate da Band, na noite de domingo, e na manhã desta segunda. A Agência Estado registrou o anúncio de nova representação por descumprimento da ordem de igualdade entre as candidaturas.

