
Camponeses, quilombolas e integrantes de organizações rurais deram início à primeira turma de mestrado em Direito do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) na Universidade de Brasília (UnB). O seminário de abertura ocorreu de 28 a 30 de outubro. A conquista leva experiências da luta pela terra para a pesquisa jurídica numa universidade pública.
Organização popular dentro da universidade
O encontro reuniu movimentos como o MST, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), segundo o relato publicado pelo MST em 31 de outubro. O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) também divulgou a programação e anunciou sua participação.
Entre os estudantes apresentados pelo MST estão Erinaldo Lima, assentado no Ceará e dirigente da Contag, e Letícia Souza, advogada popular do setor de direitos humanos do MST em Minas Gerais. Para eles, a formação pode ampliar os instrumentos de defesa dos trabalhadores e de conquista de direitos nos territórios.
Estudo ligado à vida nas comunidades
O edital da UnB prevê etapas presenciais na Faculdade de Direito e períodos de pesquisa nas comunidades de origem. Esse modelo, chamado de alternância, permite desenvolver os projetos junto às famílias e aos conflitos que motivam a investigação acadêmica.
