
No mesmo comunicado em que manteve os juros, o Banco Central descreveu uma economia que já vinha perdendo força. O comitê aponta inflação acima do limite da meta, mas também registra os primeiros sinais de enfraquecimento no mercado de trabalho.
Cinco cortes até a parada
A taxa saiu de 15% em março. Vieram cinco cortes de 0,25 ponto percentual, em março, abril, junho, agosto e setembro, somando uma queda de 1,25 ponto.
A manutenção foi confirmada pela Reuters e pelo Agenda do Poder após o encerramento da reunião. Gabriel Galípolo preside o Banco Central, mas a decisão sobre a taxa é colegiada.
O custo chega ao crédito e ao emprego
A Selic serve de referência para os juros na economia. Ela não é a taxa cobrada diretamente no cartão, no empréstimo pessoal ou no financiamento, que também incluem outros custos. Quando permanece elevada, contribui para encarecer o crédito e desestimular compras e investimentos.
O Banco Central descreve esse mecanismo em sua explicação sobre a política monetária: juros mais altos reduzem a demanda por bens e serviços para conter a inflação. Para quem depende de salário e para empresas que precisam financiar a produção, esse freio pode significar menos espaço para consumir, ampliar o negócio e contratar.
