
O Banco Master já era uma crise financeira e institucional. Agora entrou diretamente na eleição presidencial.
Documentos que deixaram de correr integralmente sob sigilo mostram que Flávio Bolsonaro está sob investigação por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e operação cambial ilícita relacionadas ao banco de Daniel Vorcaro.
A apuração começou depois que surgiram informações sobre a tentativa de financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio reconheceu que procurou Vorcaro em busca de financiamento, mas nega qualquer irregularidade.
Dados extraídos do celular de Vorcaro indicam uma transferência de aproximadamente US$ 12 milhões, em 2025, para um fundo nos Estados Unidos ligado a Eduardo Bolsonaro. Os investigadores tentam esclarecer a natureza dos recursos e das relações envolvidas.
O momento importa porque Flávio disputa a Presidência e a documentação veio a público em plena campanha.
O Banco Master mantinha relações com atores de campos políticos diferentes. Isso impede tratar o banco como propriedade de um único grupo. Mas essa amplitude não elimina a pergunta específica sobre a relação financeira com integrantes da família Bolsonaro.
A investigação ainda não significa condenação. Ela significa que relações financeiras antes conhecidas principalmente por reportagens passaram a fazer parte formal de uma apuração criminal.
Fontes consultadas (4)
- Reuters, setembro de 2026
- Supremo Tribunal Federal, documentos públicos do caso Banco Master
- Polícia Federal, relatório citado nos autos
- Intercept Brasil, investigação jornalística sobre comunicações e financiamento
