
Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou na noite de sexta-feira, 16 de outubro, em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, da Globo, que pretende incluir o Brasil no Escudo das Américas, a aliança de segurança liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O candidato também prometeu reunir comandantes militares e chefes das polícias estaduais para iniciar uma ofensiva contra o narcotráfico.
A declaração recoloca a soberania no centro do segundo turno. O projeto de Washington combina inteligência, pressão financeira e emprego de forças militares. A adesão defendida por Flávio aproxima sua proposta de segurança da estratégia continental de Trump, enquanto Lula sustenta a cooperação contra o crime sob decisões brasileiras.
Flávio associa a adesão ao emprego das Forças Armadas
A cobertura original do g1 registra que Flávio mencionou a participação do Exército e da Força Aérea na fronteira com a Bolívia e a entrada na aliança americana ao responder sobre as Forças Armadas. Segundo o Brasil de Fato e a Exame, ele declarou: “O Brasil vai fazer parte do Escudo das Américas”.
O senador também anunciou que pretende classificar PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações narcoterroristas. A combinação associa o combate às facções a uma linguagem de guerra e a uma estrutura internacional comandada pelos Estados Unidos. Flávio já havia defendido a adesão em uma live de 7 de outubro; agora voltou a apresentá-la na entrevista transmitida nacionalmente.
O documento de Trump prevê mobilização militar
Na proclamação de 7 de março que formaliza o compromisso contra cartéis, a Casa Branca descreve uma coalizão com participação de militares e representantes de 17 países. O texto estabelece que os Estados Unidos treinarão e mobilizarão as forças militares de nações parceiras para desmantelar essas organizações.

