
Terras raras, lítio, grafita e cobre estão entre as nove substâncias que o governo Lula colocou no nível mais alto de prioridade da política mineral. A lista, com 27 itens ao todo, foi aprovada nesta quinta-feira (5), na primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, no Palácio do Planalto.
A lista define a ordem do apoio
O decreto publicado na véspera fixou os critérios para distribuir as substâncias em três níveis. No mais alto, além dos quatro exemplos acima, ficaram níquel, cobalto, manganês, silício e urânio. A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, explicou durante a reunião, segundo o UOL, que a divisão vai orientar a prioridade do apoio público. O urânio tem regras próprias por causa do monopólio da União no setor nuclear.
O governo quer refinar no Brasil
A classificação põe em prática a lei sancionada por Lula em setembro. Ela prevê instrumentos para que etapas como o refino e a transformação industrial sejam feitas no país, onde podem gerar trabalho e conhecimento técnico. O foco ganha peso com a disputa entre Estados Unidos e China pelo acesso às terras raras, descrita pela Reuters. Esses elementos são usados, entre outras aplicações, em ímãs de alto desempenho.
