
Horas extras, pagamento das folgas e escalas especiais entraram na conversa de quarta-feira (4) entre dirigentes sindicais e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. As centrais querem acertar esses pontos com os empregadores por meio de acordos coletivos. Temem que novas regras reabram a discussão sobre o descanso que os trabalhadores conquistaram em outubro.
O que as centrais querem negociar
Sérgio Nobre, presidente da CUT, disse à Folhapress que um decreto ou uma lei complementar pode reabrir pontos que os sindicatos consideram resolvidos. Miguel Torres, da Força Sindical, defendeu que sindicatos de trabalhadores e de empregadores acertem a aplicação da jornada. Ricardo Patah, da UGT, propôs negociar com as confederações patronais para evitar regras muito diferentes pelo país.
O decreto previsto para segunda
Depois da reunião, Marinho disse à imprensa que discutiria o texto com Lula nesta quinta-feira (5). A previsão anunciada pelo ministro é publicar o decreto no dia 9. Ele disse que a negociação poderá distribuir as folgas de forma desigual ao longo do mês: uma numa semana, por exemplo, e três na seguinte, se houver acordo coletivo.
