
O sargento James Mota da Silva foi afastado da Secretaria de Segurança Pública de Barra do Corda, no Maranhão, após a divulgação de áudios em que pede a policiais militares que prendam petistas. Nas gravações, ele apresenta a primeira prisão como forma de espalhar medo entre os eleitores. O caso veio a público na quinta-feira, 22 de outubro, às vésperas do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
O medo aparece como objetivo nos áudios
Segundo a apuração de Carlos Madeiro, publicada pelo UOL às 23h de quinta-feira, Mota enviou as mensagens a um grupo de PMs. Ao defender a prisão de petistas na cidade ou nos povoados, afirmou que a notícia circularia e que “eles vão ficar com medo”. Em outra gravação, disse ter abordado pessoas que distribuíam santinhos de Lula no primeiro turno.
A ameaça parte de um policial militar que ocupava um cargo de direção na segurança municipal. Ao escolher petistas como alvo, ele leva a disputa eleitoral para um grupo de PMs e sugere deter apoiadores de Lula para desmobilizar os demais. A denúncia foi feita pelo vice-governador Felipe Camarão (PT).
Federação pede registros de abordagens e detenções
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, apresentou uma notícia-crime, pedido formal de apuração, ao Ministério Público Eleitoral, conforme Camarão informou ao UOL. O documento pede a identificação de superiores e subordinados de Mota e o envio de escalas, ordens de serviço e registros de abordagens, conduções e detenções ligadas à campanha. Esses dados permitirão verificar se as mensagens tiveram consequência nas operações de segurança.
