
João Amoêdo, fundador e ex-presidente do Novo, declarou nesta sexta-feira (23) que votará em Lula no segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Ao justificar a escolha, o empresário apontou o risco de prolongamento do poder da família Bolsonaro e a força que uma eventual gestão do senador teria no Congresso e nos estados.
Apoio a Lula vem de um adversário do PT
A declaração foi publicada no X e noticiada pela coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, e pelo UOL. Amoêdo manteve críticas ao governo e disse que fará oposição a qualquer vencedor. Ainda assim, considerou mais perigosa uma Presidência de Flávio. A decisão é pessoal: ele deixou o Novo em 2022.
O empresário questionou a experiência e a atuação parlamentar de Flávio. Também citou suspeitas de rachadinha e lavagem de dinheiro, além da proximidade do senador com milicianos e golpistas. Segundo sua avaliação, a prioridade do candidato seria conceder indulto ao pai, condenado por tentativa de golpe.
Concentração de poder pesa na escolha
Amoêdo comparou as condições políticas dos dois candidatos. Em sua leitura, Lula teria um vice com experiência administrativa e encontraria oposição no Senado. Flávio poderia tentar a reeleição e governaria com Câmara, Senado e importantes estados favoráveis a ele. O empresário relacionou esse cenário ao receio de perpetuação da família no poder.
