
Lideranças do povo indígena venezuelano Warao defenderam, em Maceió, condições para permanecer em Alagoas, trabalhar e viver juntas. Na reunião de sexta-feira (6) com o Ministério Público Federal, apresentaram as dificuldades das famílias e propuseram alternativas ao abrigo que respeitem sua organização comunitária. O relato da assessoria do MPF foi publicado pelo Tribuna Hoje.
Uma moradia que preserve a comunidade
Os participantes apontaram o artesanato como fonte de renda. Uma liderança relatou que 62 pessoas, incluindo 39 crianças e adolescentes, vivem numa casa alugada no Jacintinho. Segundo os indígenas, faltam alimentos e a distância da escola, no Village Campestre, interrompeu a frequência dos estudantes.
A saída do abrigo exige acompanhamento
O encontro já estava previsto desde 22 de outubro, quando o MPF ouviu a Prefeitura de Maceió. Naquela reunião, o órgão pediu que eventuais sanções individuais no acolhimento não deixassem outros familiares desprotegidos. Também determinou o levantamento dos registros disciplinares e o mapeamento de quem saiu.
Na ocasião, a prefeitura relatou conflitos entre moradores e afirmou que as medidas eram precedidas de diálogo. Informou ainda que havia saídas voluntárias, distintas dos desligamentos disciplinares. Esses registros precisam ser separados para avaliar a situação de cada família.
