
Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro no Índice de Popularidade Digital (IPD) da Quaest. Entre 4 e 15 de outubro, o presidente passou de 70,7 para 82,6 pontos; o senador caiu de 80 para 76,4. Os dados foram divulgados pela jornalista Tamara Nassif, da Folha de S.Paulo, às 23h de sábado, 17 de outubro.
A diferença chegou a 6,2 pontos numa escala de zero a cem. O resultado indica uma mudança na disputa por atenção e mobilização digital. Esses pontos não correspondem a porcentagens de votos nem permitem declarar um vencedor da eleição.
O que o índice acompanha
A Quaest explica que o IPD reúne 175 variáveis de redes sociais, vídeos e mecanismos de busca, agregadas por aprendizado de máquina. A metodologia combina fama, interesse, engajamento, mobilização e valência — dimensão que considera o sentido positivo ou negativo das reações.
Há uma diferença importante entre alcançar muita gente, gerar comentários e conquistar apoio. Uma publicação pode circular intensamente por receber críticas. Por isso, a leitura do conjunto exige mais cuidado do que a comparação isolada de curtidas ou visualizações.
Ana Elisa defende comunicação direta e diálogo
A mudança de linguagem tem responsáveis identificados. Em entrevista coletiva publicada pela Rede PT em 8 de outubro, a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) relatou que sua equipe apresentou sugestões à comunicação de Lula. Ela defendeu adaptar a experiência do presidente diante das câmeras aos formatos usados no telefone.
