
André Mendonça encerrou, na quarta-feira (4), a petição em que Lula propôs abrir seus dados bancários, fiscais e telefônicos se Flávio Bolsonaro fizesse o mesmo. A decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reproduzida pelo Metrópoles, pôs fim ao processo sem julgar o mérito do pedido.
O desafio saiu do debate e foi ao TSE
Lula lançou o desafio no debate da Band de 18 de outubro. Dois dias depois, levou ao tribunal uma autorização condicionada à adesão de Flávio. O pedido abrangia oito anos de dados e incluía familiares e empresas ligadas aos candidatos.
Em 22 de outubro, Camilo Santana, coordenador da campanha de Lula, apresentou um termo assinado pelos dois candidatos. O documento previa a divulgação simultânea. Segundo a Agência Brasil, a equipe de Lula pediu que o acordo incluísse a Alcazar Holdings, empresa do advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio. A campanha do PL, por sua vez, cobrou a divulgação dos gastos com o cartão corporativo da Presidência e da agenda de Janja, entre outras condições aceitas por Lula.
O parecer do Ministério Público Eleitoral
O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, recomendou o encerramento da petição em 23 de outubro. Para ele, o sigilo protege a privacidade, mas o titular pode autorizar a divulgação. O procurador entendeu que o pedido não trazia uma questão eleitoral que exigisse intervenção do TSE.
