
O NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro e o International Panel on the Information Environment (IPIE) cobram da Meta dados que permitam fiscalizar os preços da propaganda eleitoral. O estudo divulgado na sexta-feira (23) conclui que as informações públicas são insuficientes para verificar se Lula e Flávio Bolsonaro pagaram valores diferentes por anúncios no primeiro turno. A empresa norte-americana controla o Facebook e o Instagram, onde vende espaço para as campanhas.
Mais da metade dos anúncios não tem preço calculável
A pesquisa examinou 7.677 anúncios de 19 páginas ligadas a 11 candidaturas à Presidência. O recorte abrange a campanha de 16 de agosto a 4 de outubro; os dados foram extraídos da Biblioteca de Anúncios da Meta em 8 de outubro, segundo a Agência Lusa. Esse repositório deveria permitir ao público acompanhar a publicidade política.
Em 52% dos anúncios, os pesquisadores não conseguiram calcular o preço. A Meta publica os gastos em faixas amplas. Para peças com investimento inferior a R$ 100, por exemplo, o registro informa de zero a R$ 99. Sem o valor efetivamente pago, fica comprometida a comparação de quanto cada campanha gastou para alcançar o eleitor.
