
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou em 28 de outubro que pretende discutir e votar ainda em 2026 uma reforma na escolha de deputados e vereadores. A articulação com partidos do Centrão prevê o voto distrital misto em 2034 e uma etapa de transição em 2030. Motta também anunciou um grupo de trabalho para mudar as regras da propaganda eleitoral nas redes sociais.
Centrão reage ao crescimento da bancada bolsonarista
A reunião na residência oficial da Presidência da Câmara reuniu dirigentes de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e da federação PSDB-Cidadania. Segundo a Agência Câmara, Motta vai buscar o apoio das demais bancadas, incluindo PT, PV e PCdoB, e conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O interesse desses partidos envolve a disputa por espaço no Congresso. O Congresso em Foco informa que o PL elegeu 121 deputados, contra 97 em 2022, enquanto União Brasil-PP caiu de 105 para 87 cadeiras e o MDB, de 41 para 36. A reportagem relaciona a aceleração da reforma à tentativa de reduzir o efeito dos puxadores de votos, candidatos muito votados que ajudam a eleger colegas de legenda.
Distrital misto muda a forma de distribuir cadeiras
Hoje, na eleição proporcional, os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas entram no cálculo das vagas de cada partido ou federação. No distrital misto, uma parte dos parlamentares é escolhida em distritos geográficos e outra por listas partidárias. O desenho dos distritos e as regras das listas passam a influenciar quem consegue representação.
