
O Ministério do Trabalho e Emprego recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente profissional entre quarta-feira (28) e sexta-feira (30), nos três primeiros dias de funcionamento do canal criado para esses relatos. O balanço foi divulgado neste sábado (31) pelo governo Lula. A Auditoria Fiscal do Trabalho analisa as informações e já realiza fiscalizações.
São Paulo reúne 1.325 denúncias
O Sudeste concentra 2.087 registros, ou 48,5% do total. São Paulo lidera, com 1.325, seguido por Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345. Os números medem denúncias recebidas pelo canal nesse intervalo, sem estabelecer que todos os episódios tenham ocorrido nesses três dias.
A reportagem de Iara Balduino, da Agência Brasil, explica que o assédio inclui pressão de superiores para influenciar o voto e demissão motivada pela escolha política. A dispensa discriminatória, quando comprovada, pode levar à reintegração do empregado e ao pagamento de indenização por danos morais.
Fiscalização apura relatos e governo estuda lista pública
Segundo o comunicado do ministério, as equipes verificam os fatos antes de definir as providências em cada caso. Luiz Marinho, ministro do Trabalho, afirmou que empregadores não podem usar sua posição para constranger a decisão política dos funcionários.
