
Os israelenses votam nesta terça-feira (27) na primeira eleição parlamentar desde o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 e as guerras que se seguiram. Benjamin Netanyahu tenta manter no poder sua coalizão de direita, extrema direita e partidos ultraortodoxos, com apoio declarado de Donald Trump. A votação ocorre sob o peso da devastação de Gaza e da cobrança por responsabilidade pelas falhas de segurança.
Extrema direita disputa a continuidade no governo
Netanyahu voltou ao cargo em dezembro de 2022, incorporando ultranacionalistas à coalizão. Segundo a AFP, esses aliados ampliaram sua influência desde então. Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança Nacional, votou hoje no assentamento de Kiryat Arba, na Cisjordânia ocupada. À Associated Press, disse que espera chegar ao Ministério da Defesa.
A campanha do premiê explora a aliança com Washington. Na véspera, Netanyahu sugeriu que ele e Trump poderiam retomar a guerra contra o Irã se continuasse no cargo, segundo a Reuters. A Casa Branca respondeu que os Estados Unidos não atacarão o Irã antes da eleição legislativa norte-americana de 3 de novembro.
Oposição cobra investigação, mas rejeita Estado palestino
O principal adversário é Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas. Ele prometeu uma comissão estatal independente para investigar as falhas que permitiram o ataque de 2023, iniciativa à qual Netanyahu resiste, relata a AFP. A responsabilização do governo tornou-se um dos eixos da disputa.
