
Quando o ouro apreendido vem acompanhado de uma declaração de origem, a Polícia Federal pode confrontar o papel com o próprio metal. A análise compara a composição da amostra com referências de jazidas brasileiras. O laboratório inaugurado em 3 de novembro foi montado para fazer essa perícia.
O que o metal pode mostrar
O laboratório funciona no Instituto Nacional de Criminalística. Segundo Humberto Freire de Barros, diretor de Amazônia e Meio Ambiente da PF, o resultado da comparação pode ajudar os peritos a apontar a procedência do ouro e a investigar fraudes ligadas ao garimpo ilegal.
O investimento faz parte de um plano maior
A PF informa que R$ 49,7 milhões do Fundo Amazônia foram destinados à agenda do parque tecnológico e do laboratório. O valor de R$ 318,5 milhões corresponde ao Plano Amazônia: Segurança e Soberania, o Amas, que reúne outras ações de inteligência, investigação e fiscalização.
Os recursos financiam equipamentos de análise mineral e de mercúrio, além da preparação e do armazenamento de amostras. O Programa Ouro Alvo integra esse esforço.
Alcançar quem financia o garimpo
O Amas foi instituído em julho de 2023, no governo Lula, como parte da política de combate ao desmatamento na Amazônia Legal. Coordenado pelo Ministério da Justiça, envolve PF, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional e governos dos nove estados da região. O Fundo Amazônia é gerido pelo BNDES, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente.
