
A Polícia Federal apura se Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, repassou US$ 180 mil a Paulo Maurício Fortunato, ex-diretor da Abin. José Marques e Thaísa Oliveira revelaram a investigação na Folha de S.Paulo nesta quarta-feira, 21 de outubro.
O indício é uma anotação na nuvem do celular de Willer: nome de Fortunato, valor e referência a agosto de 2021. A PF compara a quantia aos US$ 171,8 mil apreendidos com Fortunato em 2023. A semelhança, isoladamente, não comprova ligação.
As respostas e a cronologia em disputa
Willer diz que a nota resume consulta jurídica recusada em fevereiro de 2024 e nega qualquer repasse. A defesa de Fortunato nega relação com ele ou Flávio.
A data de produção da anotação é decisiva para confrontar as explicações. A referência a um mês de 2021 e a alegação de um registro feito em 2024 precisam ser examinadas com os dados do arquivo e a documentação financeira. A apuração deve estabelecer origem, destino e eventual circulação dos recursos.
Fortunato já foi indiciado no caso da Abin paralela
Elijonas Maia, da CNN Brasil, mostrou em junho de 2025 que a PF atribuiu a Fortunato a iniciativa de adquirir a ferramenta FirstMile em 2018. Sob Alexandre Ramagem, a investigação apontou desvio de finalidade no uso do sistema. Fortunato foi indiciado por suspeitas relacionadas à estrutura paralela e ao embaraço da apuração.
