
A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado Willer Tomaz. A informação foi revelada neste domingo, 18 de outubro, pelo Estadão e confirmada pela Folha. Alexandre de Moraes foi sorteado relator do caso.
Segundo o Estadão, o inquérito chegou ao Supremo há pelo menos uma semana. A revelação acrescenta uma frente de apuração sobre as relações financeiras do candidato do PL na reta final da disputa presidencial com Lula. O caso está em investigação, sem condenação.
Documentos sobre apostas levaram a apuração ao Supremo
A reportagem do Estadão, reproduzida pelo BOL, informa que a origem está em uma investigação da PF no Rio Grande do Sul sobre pagamentos digitais e apostas. O material obtido após a quebra do sigilo da nuvem do celular de Willer trouxe referências ao senador, que tem foro no STF, motivando a remessa dos autos.
Entre os elementos descritos estão registros de viagens pagas para Flávio e referências a uma conta ligada à Alcazar Holding, empresa da qual Willer é sócio. A análise busca esclarecer a natureza dos vínculos e a circulação dos recursos.
Emails e voos estão no centro da controvérsia
Em 10 de outubro, Fabio Serapião e Natália Portinari, do UOL, publicaram emails encontrados pela PF no iCloud, serviço da empresa norte-americana Apple. As mensagens tratavam da retirada de uma conta identificada com o nome de Flávio de um acesso bancário associado ao escritório de Willer e à Alcazar, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.
