
A resposta à perseguição de trabalhadores pelo voto chegou à Justiça contra a Meta nesta quinta-feira (29). O Conselho Curador do FGTS aprovou R$ 144,5 bilhões para habitação em 2027, enquanto o TSE divulgou manifestações de 107 países sobre a eleição brasileira. O fechamento reúne também ameaças a indígenas, reparação às vítimas de violência policial e disputas de poder em Israel e na Europa.
Democracia também se disputa no emprego e no território
O Ministério Público do Trabalho pediu R$ 50 milhões de indenização à Meta e a retirada, em até 24 horas, de publicações que incentivam vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir trabalhadores pelo voto. Segundo a ação descrita pelo UOL, as convocações miram eleitores de Lula. O MPT acusa a empresa norte-americana de ampliar esses conteúdos pelo Explorar e pelos Reels. A ação exige que a responsabilidade alcance também a plataforma que distribui a perseguição, além de quem a publica. A Meta disse à Agência Brasil que não comentaria o caso.
Às 20h25, o TSE informou que seu painel reunia manifestações oficiais e saudações de 107 países ao resultado do segundo turno. A vitória de Lula foi proclamada com 51,79% dos votos válidos. Esse reconhecimento internacional contrasta com a contestação de Flávio Bolsonaro, que está nos Estados Unidos após fugir do Brasil sem cumprir a ordem do STF de entregar o passaporte, conforme a Reuters. A eleição reconhecida pelas instituições brasileiras continua sendo a referência para as relações entre governos.
O TSE também manteve por unanimidade o indeferimento da candidatura a deputado federal de João Francisco de Assis Neto, conhecido como Dr. João Neto, do Solidariedade de Alagoas. Ele foi condenado por lesão corporal contra mulher por razões da condição do sexo feminino. O relator, Dias Toffoli, aplicou a Lei de Inelegibilidade à condenação colegiada. A Corte decidiu ainda encaminhar ao Congresso uma proposta para tornar explícita na legislação a restrição por crimes de violência contra a mulher.
Em Mato Grosso do Sul, a apuração de ameaças contra Guarani Kaiowá ganhou uma cobrança concreta. Segundo Iara Balduino, da Agência Brasil, o Ministério Público Federal deu 24 horas para a Prefeitura de Tacuru esclarecer a autenticidade e a autoria de um áudio que propõe envenenar a água das comunidades por terem votado em Lula. Ricardo Terena, da Apib, relatou que famílias dependentes de caminhões-pipa passaram a evitar a água depois da circulação da gravação. A intimidação agrava a dificuldade de acesso a um serviço indispensável.
