
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a responder a nove ações de investigação judicial eleitoral no TSE. O corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva admitiu três novos processos na quinta-feira (5), a pedido da campanha de Lula, segundo reportagens de Veja e UOL publicadas na sexta-feira (6). A decisão permite investigar as acusações; o tribunal ainda não julgou se houve abuso eleitoral.
Grupos armados e liberdade de voto
Uma das ações questiona o efeito eleitoral do controle de territórios por organizações criminosas no Rio de Janeiro. A campanha de Lula aponta possíveis vínculos de aliados de Flávio com milícias e o Comando Vermelho. A investigação deverá examinar se essa atuação interferiu na disputa presidencial.
O dinheiro solicitado para Dark Horse
Outro processo trata da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Segundo as reportagens, a campanha de Lula sustenta que recursos pedidos ao banqueiro Daniel Vorcaro poderiam ter favorecido Flávio, tanto pelo uso do filme como propaganda quanto por outras destinações, inclusive nos Estados Unidos. Essa hipótese será examinada na ação.
Pressão nos Estados Unidos
A terceira frente envolve a pressão de bolsonaristas sobre o governo norte-americano por medidas de retaliação contra o Brasil. Veja informa que Eduardo Bolsonaro é investigado em duas das novas ações. Alfredo Gaspar (PL-AL), que disputou a Vice-Presidência na chapa de Flávio, também é alvo dos processos.
