Representantes internacionais participam de uma roda de negociação com a paisagem do Rio ao fundo.

Diplomacia

A presidência brasileira do G20 e as negociações do Rio de Janeiro

Durante um ano, o Brasil coordenou a agenda, criou o G20 Social e negociou declaração por consenso.

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Imagem ilustrativa criada com IA

O mundo reunido no Rio

Em 2024, o Brasil conduziu durante um ano a agenda do grupo que reúne as maiores economias do planeta, a União Europeia e a União Africana. A presidência terminou com a cúpula de líderes no Rio de Janeiro. Coube ao país organizar negociações entre governos com interesses distintos e atravessados por guerras, rivalidades comerciais e crise climática.

As prioridades brasileiras foram combate à fome e à pobreza, desenvolvimento sustentável e reforma da governança global. A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tornou-se o resultado mais reconhecível desse trabalho. A presidência também defendeu maior participação de países em desenvolvimento nas instituições internacionais e promoveu uma agenda sobre tributação de pessoas muito ricas.

Uma declaração conjunta não encerra disputas. Cada compromisso precisa ser convertido em decisão nacional, financiamento e acompanhamento. Mesmo assim, chegar a um texto comum em um cenário de forte divisão diplomática mostrou capacidade de negociação. A presidência do G20 deu ao Brasil a oportunidade de escolher temas, construir acordos e apresentar problemas sociais como parte central da economia mundial.

13. O Brasil na presidência do G20

Governo ou período Governo Lula III, dezembro de 2023 a novembro de 2024

Durante um ano, o Brasil coordenou a agenda, criou o G20 Social e negociou declaração por consenso.

O que é o G20

O G20 reúne grandes economias, União Europeia e União Africana. Seus participantes concentram parcela expressiva da economia e da população mundial. O grupo é fórum de coordenação, não organização baseada em tratado, e suas declarações dependem da implementação nacional.

Presidência temporária

O Brasil presidiu o G20 de dezembro de 2023 a novembro de 2024. Organizou reuniões, propôs prioridades e sediou encontros. Presidir permite orientar a agenda, mas não impor decisões aos demais participantes.

Três prioridades

A agenda destacou combate à fome e à pobreza, desenvolvimento sustentável e reforma da governança global. O Brasil defendia maior representação de países em desenvolvimento e melhor coordenação financeira e climática.

Trilhas de trabalho

A Trilha de Finanças reuniu ministros e bancos centrais. A Trilha de Sherpas discutiu desenvolvimento, saúde, educação, emprego, agricultura e ambiente. Meses de reuniões técnicas prepararam a cúpula e mostraram que o resultado não nasce apenas do encontro presidencial.

G20 Social

A presidência instituiu o G20 Social para ampliar participação de movimentos, pesquisadores e organizações. As decisões formais continuaram nas mãos dos governos, mas novos canais permitiram apresentar propostas e críticas ao processo diplomático.

Cúpula do Rio

A Cúpula ocorreu em 18 e 19 de novembro de 2024. Mesmo diante de guerras e rivalidades, a declaração final foi adotada por consenso. Consenso significa ausência de bloqueio formal, não concordância integral com cada formulação.

Resultados e limites

A presidência manteve diálogo, lançou a Aliança Global contra a Fome e aprovou declaração. Não eliminou fome, concluiu reformas ou resolveu financiamento climático. Os efeitos dependem das políticas e recursos mobilizados depois do encerramento da presidência.

Destaques de dados

  • Dezembro de 2023 a novembro de 2024: presidência brasileira
  • 18 e 19 de novembro: Cúpula no Rio
  • Declaração final adotada por consenso
Fontes consultadas (4)
  • G20 Brasil — Prioridades da presidência brasileira — 2023
  • G20 Brasil — G20 Social — 2024
  • G20 — Declaração de Líderes do Rio — 2024
  • Aliança Global contra a Fome — lançamento — 2024
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Atualizado em 22 de setembro de 2026