
Viagens
Amazônia, clima e integração
O Brasil levou Amazônia, integração regional e reforma da governança global ao centro de sua agenda.
Imagem ilustrativa criada com IA
13. Amazônia, clima e integração
Segundo semestre de 2023 • Lula III
O Brasil levou Amazônia, integração regional e reforma da governança global ao centro de sua agenda.
Abertura
Em Bruxelas, Lula participou da Cúpula União Europeia–Celac. Em agosto, Belém recebeu a Cúpula da Amazônia e a Declaração de Belém, com compromissos sobre cooperação ambiental, ciência, povos indígenas e combate a crimes. O texto não fixou metas quantitativas idênticas para todos. Em Joanesburgo, os BRICS convidaram novos membros, ampliando o alcance e a complexidade do grupo. Em Nova Delhi, o G20 aprovou declaração comum apesar das divergências sobre Ucrânia e transferiu ao Brasil a presidência seguinte. Lula também esteve no G77 e China, em Havana, e na Assembleia Geral da ONU. No fim do ano, viajou ao Oriente Médio, Alemanha e COP28 em Dubai. Belém foi confirmada como sede da COP30. A agenda ambiental ganhou visibilidade, mas continuou dependente de fiscalização, financiamento e políticas nacionais.
O que estava em jogo
O Brasil queria ligar proteção da Amazônia, integração regional e reforma da governança global. A redução do desmatamento voltava a dar credibilidade ao país, mas os resultados dependeriam de fiscalização, financiamento e compromisso dos demais países amazônicos.
O percurso
O segundo semestre reuniu a Cúpula UE–Celac em Bruxelas, a Cúpula da Amazônia em Belém, os BRICS em Joanesburgo, o G20 em Nova Delhi, o G77 e China em Havana, a Assembleia Geral da ONU e a COP28 em Dubai.
Encontros e decisões
A Declaração de Belém estabeleceu cooperação em ciência, povos indígenas, desenvolvimento e combate a crimes ambientais, sem impor a todos uma única meta quantitativa de desmatamento. Os BRICS convidaram novos membros. O G20 aprovou declaração comum e transferiu ao Brasil a presidência seguinte.
Resultados documentados
Belém foi confirmada como sede da COP30, a agenda amazônica ganhou coordenação regional e os BRICS iniciaram sua expansão. A declaração do G20 preservou o fórum apesar das divergências geopolíticas. Nenhuma dessas decisões, isoladamente, garantiu financiamento ou cumprimento de metas ambientais.
O que aconteceu depois
O Brasil levou combate à fome, clima e reforma institucional à presidência do G20 em 2024. A COP30 ampliou a visibilidade da Amazônia. A execução dos compromissos de Belém continuou desigual entre os países da região.
Cronologia resumida
- 17–18 jul: UE–Celac
- 8–9 ago: Cúpula da Amazônia
- 22–24 ago: BRICS
- 9–10 set: G20
- set: Havana e Nova York
- nov–dez: Oriente Médio, Alemanha e COP28
Fontes consultadas (4)
- Declaração de Belém
- Declaração de Joanesburgo
- Declaração do G20 de Nova Delhi
- Convenção do Clima
Atualizado em 21 de setembro de 2026
