Representantes indígenas, cientistas e delegados navegam para um encontro na Amazônia.

Viagens

Amazônia, clima e integração

O Brasil levou Amazônia, integração regional e reforma da governança global ao centro de sua agenda.

Segundo semestre de 2023 • Lula III 6 minutos

Imagem ilustrativa criada com IA

13. Amazônia, clima e integração

Segundo semestre de 2023 • Lula III

O Brasil levou Amazônia, integração regional e reforma da governança global ao centro de sua agenda.

Abertura

Em Bruxelas, Lula participou da Cúpula União Europeia–Celac. Em agosto, Belém recebeu a Cúpula da Amazônia e a Declaração de Belém, com compromissos sobre cooperação ambiental, ciência, povos indígenas e combate a crimes. O texto não fixou metas quantitativas idênticas para todos. Em Joanesburgo, os BRICS convidaram novos membros, ampliando o alcance e a complexidade do grupo. Em Nova Delhi, o G20 aprovou declaração comum apesar das divergências sobre Ucrânia e transferiu ao Brasil a presidência seguinte. Lula também esteve no G77 e China, em Havana, e na Assembleia Geral da ONU. No fim do ano, viajou ao Oriente Médio, Alemanha e COP28 em Dubai. Belém foi confirmada como sede da COP30. A agenda ambiental ganhou visibilidade, mas continuou dependente de fiscalização, financiamento e políticas nacionais.

O que estava em jogo

O Brasil queria ligar proteção da Amazônia, integração regional e reforma da governança global. A redução do desmatamento voltava a dar credibilidade ao país, mas os resultados dependeriam de fiscalização, financiamento e compromisso dos demais países amazônicos.

O percurso

O segundo semestre reuniu a Cúpula UE–Celac em Bruxelas, a Cúpula da Amazônia em Belém, os BRICS em Joanesburgo, o G20 em Nova Delhi, o G77 e China em Havana, a Assembleia Geral da ONU e a COP28 em Dubai.

Encontros e decisões

A Declaração de Belém estabeleceu cooperação em ciência, povos indígenas, desenvolvimento e combate a crimes ambientais, sem impor a todos uma única meta quantitativa de desmatamento. Os BRICS convidaram novos membros. O G20 aprovou declaração comum e transferiu ao Brasil a presidência seguinte.

Resultados documentados

Belém foi confirmada como sede da COP30, a agenda amazônica ganhou coordenação regional e os BRICS iniciaram sua expansão. A declaração do G20 preservou o fórum apesar das divergências geopolíticas. Nenhuma dessas decisões, isoladamente, garantiu financiamento ou cumprimento de metas ambientais.

O que aconteceu depois

O Brasil levou combate à fome, clima e reforma institucional à presidência do G20 em 2024. A COP30 ampliou a visibilidade da Amazônia. A execução dos compromissos de Belém continuou desigual entre os países da região.

Cronologia resumida

  • 17–18 jul: UE–Celac
  • 8–9 ago: Cúpula da Amazônia
  • 22–24 ago: BRICS
  • 9–10 set: G20
  • set: Havana e Nova York
  • nov–dez: Oriente Médio, Alemanha e COP28
Fontes consultadas (4)
  • Declaração de Belém
  • Declaração de Joanesburgo
  • Declaração do G20 de Nova Delhi
  • Convenção do Clima
Encontrou algum problema?Informe um erro nesta matéria

Atualizado em 21 de setembro de 2026