Delegação brasileira chega a um fórum internacional cercado por áreas verdes.

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O Brasil volta ao cenário internacional

Em seis meses, Lula retomou contatos com vizinhos, Estados Unidos, China e Europa e apresentou democracia, clima e combate à fome como prioridades.

Primeiro semestre de 2023 • Lula III 6 minutos

Imagem ilustrativa criada com IA

12. O Brasil volta ao cenário internacional

Primeiro semestre de 2023 • Lula III

Em seis meses, Lula retomou contatos com vizinhos, Estados Unidos, China e Europa e apresentou democracia, clima e combate à fome como prioridades.

Abertura

O terceiro mandato começou após pandemia, guerra na Ucrânia, maior disputa entre Estados Unidos e China e os ataques de 8 de janeiro. As primeiras viagens procuraram recompor relações e recuperar credibilidade ambiental. Lula esteve na Argentina e no Uruguai, encontrou Joe Biden em Washington, visitou China e Emirados Árabes, passou por Portugal e Espanha e participou de encontros no Reino Unido, Japão, Itália, Vaticano e França. Com Biden, democracia e clima foram pontos de convergência; os Estados Unidos anunciaram intenção de contribuir para o Fundo Amazônia, sujeita a seus procedimentos. Na China, foram assinados atos públicos e privados em comércio, agricultura, tecnologia, energia e investimentos, com graus distintos de execução. O uso de moedas nacionais em certas operações não significava substituir genericamente o dólar. O acordo Mercosul–União Europeia continuou sem conclusão. O resultado imediato foi recompor canais; efeitos econômicos e ambientais dependeriam de implementação posterior.

O que estava em jogo

O novo governo precisava reconstruir relações desgastadas, reafirmar a democracia após os ataques de 8 de janeiro e recuperar credibilidade ambiental. Também buscava reabrir mercados, atrair investimento e voltar a participar das grandes negociações internacionais.

O percurso

As primeiras viagens passaram por Argentina, Uruguai, Estados Unidos, China, Emirados Árabes, Portugal, Espanha, Reino Unido, Japão, Itália, Vaticano e França. A sequência combinou vizinhança, principais parceiros comerciais e fóruns globais.

Encontros e decisões

Com Joe Biden, a agenda concentrou-se em democracia, trabalho e clima. Na China, foram assinados atos governamentais e empresariais em comércio, agricultura, tecnologia e energia. Na Europa, Lula tratou do acordo Mercosul–União Europeia; no G7 de Hiroshima, discutiu paz, desenvolvimento e reforma da governança.

Resultados documentados

Canais políticos de alto nível foram reabertos, novos atos foram assinados com a China e países anunciaram contribuições ao Fundo Amazônia. Compromissos financeiros e memorandos tinham etapas próprias e não significavam execução imediata. O acordo Mercosul–União Europeia permaneceu pendente.

O que aconteceu depois

A retomada permitiu ao Brasil assumir a presidência do G20 e sediar grandes encontros. Parte dos investimentos anunciados avançou; outra permaneceu em negociação. Divergências sobre a guerra na Ucrânia e exigências ambientais europeias mostraram os limites da recomposição.

Cronologia resumida

  • 22–25 jan: Argentina e Celac
  • 25 jan: Uruguai
  • 10 fev: Washington
  • abr: China e Emirados
  • abr: Portugal e Espanha
  • maio–jun: Reino Unido, Japão, Itália, Vaticano e França
Fontes consultadas (4)
  • Missões internacionais de 2023
  • Comunicado Brasil–EUA
  • Atos da visita à China
  • Documentos do G7 de Hiroshima
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Atualizado em 21 de setembro de 2026