
Luta pela terra
CPT denuncia casa derrubada e cobra proteção a famílias da Chaparral II
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Depois da derrubada de uma casa na manhã de 4 de novembro, os homens armados ameaçaram destruir uma segunda residência, onde famílias estavam reunidas, e fechar os acessos à Chaparral II, segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT). A comunidade fica entre Araguaína e Pau D’Arco, no norte do Tocantins.
A CPT Regional Araguaia-Tocantins identifica os homens como seguranças privados armados. A entidade pediu proteção imediata aos moradores e chamou a imprensa e a sociedade a dar visibilidade à denúncia.
Até a divulgação do alerta, nenhuma viatura havia chegado, segundo a CPT. O jornal A Nova Democracia também publicou a denúncia, com base no relato das organizações que acompanham as famílias.
Em nota de 21 de outubro, a CPT e a Articulação Camponesa de Luta pela Terra e Defesa dos Territórios no Tocantins haviam denunciado ameaças de expulsão, disparos e bloqueios de estradas desde o dia 20. O relato dizia que crianças não conseguiam chegar ao transporte escolar e que as famílias haviam registrado boletim de ocorrência.
Segundo a CPT, os órgãos competentes já haviam sido notificados novamente na tarde do dia 3, entre eles o Oficial Agrário da Polícia Militar do Tocantins.
As organizações afirmam que a área reivindicada é pública, pertence à União e tem levantamento concluído pelo Incra, que a identificou como passível de destinação à reforma agrária. Essa caracterização consta das notas da CPT; o relatório do instituto não integra os documentos consultados nesta apuração.
A reivindicação apresentada pelas famílias e pelas entidades reúne proteção física e permanência no território. A nota de outubro pedia retirada dos homens armados, liberação dos acessos, investigação por órgãos federais e destinação da área à reforma agrária. No novo alerta, a CPT cobra o envio imediato de forças de segurança para proteger os moradores.
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