
Trabalho e direitos
CUT lança campanha por direitos de trabalhadores de aplicativos
Quem faz a luta · voalula.com

Quando um aplicativo suspende uma conta, a pessoa pode perder sua fonte de renda sem saber o que motivou a decisão. A possibilidade de pedir explicações e revisão humana é uma das proteções que a Central Única dos Trabalhadores (CUT) quer trazer para o Brasil. A central lançou nesta quinta-feira (5), com o instituto de formação sindical alemão DGB Bildungswerk, uma campanha para que o país ratifique a Convenção 193 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A campanha foi apresentada num seminário da CUT na Escola Dieese, em São Paulo. A central prevê abrir a coleta de assinaturas de um manifesto na segunda-feira (9), organizar oficinas e distribuir uma cartilha. Quer envolver sindicatos de motoristas e entregadores para levar as reivindicações ao governo federal e ao Congresso, inclusive à legislatura que assume em 2027.
Aprovada em junho em Genebra, a convenção prevê transparência sobre decisões automatizadas que afetam o trabalho e possibilidade de revisão humana de decisões importantes. Também trata de remuneração, proteção social e organização coletiva. Segundo a OIT, o alcance vai além de motoristas e entregadores: a norma cobre também trabalho feito pela internet quando uma plataforma digital organiza e intermedeia a atividade.
A aprovação na conferência da OIT foi o primeiro passo. Em 6 de novembro, o registro da organização ainda não indicava ratificações. A campanha pede que o Brasil assuma formalmente o compromisso e adote as medidas necessárias para aplicá-lo. No dia 19, a CUT prevê lançar um documentário sobre como entregadores do Recife se organizaram em sindicato.
Transparência editorial: Metodologia · Imagens e transparência · Fontes
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