
Mulheres e organização popular
Mutirão das mulheres Sem Terra vai de 20 a 29 de novembro
Quem faz a luta · voalula.com

Assentamentos, acampamentos, escolas e cooperativas do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra foram chamados a organizar ações contra as violências de 20 a 29 de novembro. A convocação, publicada pelo MST neste sábado (7), propõe identificar situações nos territórios e construir caminhos de escuta, acolhimento e proteção para quem sofre violência.
O mutirão abre a campanha permanente “MST Contra as Violências”. A proposta inclui conversas, formação e organização das mulheres, com participação de diferentes gerações. O objetivo declarado é levar a prevenção para os espaços onde as famílias vivem, estudam e trabalham.
Assinam o chamado Juliana Silva de Vargas, Danieria Silva e Hanyelle Ohane, integrantes da Executiva Nacional do Setor de Gênero do movimento. As três são assentadas da reforma agrária, no Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Pernambuco, respectivamente.
As autoras cobram dos homens mudanças nas práticas e nas relações dentro da própria organização. O texto inclui a responsabilização de agressores e o combate à omissão entre as tarefas do MST.
O período escolhido inclui 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. A data homenageia as irmãs Mirabal, militantes dominicanas assassinadas em 1960 pela ditadura de Trujillo, como registra o portal Memórias Reveladas. O chamado das Sem Terra retoma essa memória de resistência.
No governo Lula, o Ministério das Mulheres prepara outra mobilização, de 20 de novembro a 10 de dezembro. Segundo a Agência Brasil, a ministra Márcia Lopes apresentou na quinta-feira (5) a campanha “Conectadas, Seguras e Vivas”, que prevê ações de proteção nos espaços digitais e capacitação de equipes para acolher mulheres em estabelecimentos de entretenimento.
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