
Manifestação em defesa da educação pública, em 15 de maio de 2019. Foto: Romerito Pontes.
Deloana, assistente social de Osasco, frequentava havia 12 anos a Assembleia de Deus. Seu marido participava da igreja desde criança. Em 2022, o casal deixou a congregação depois de um conflito durante uma aula religiosa.
Segundo Deloana contou à BBC News Brasil, um presbítero apresentou slides que associavam a entrada na universidade pública ao uso de drogas e à homossexualidade. Seu marido, que estudava numa universidade pública, procurou questionar aquela apresentação.
Em vez de discutir o conteúdo dos slides, o presbítero passou a associar a crítica a uma suposta identidade política de esquerda. Para Deloana, a reação mostrava que discordar de um líder religioso havia se tornado motivo de condenação.
O casal parou de frequentar os cultos. Nenhum integrante da comunidade procurou os dois depois da saída, relatou ela. A ausência de contato ampliou o sentimento de que anos de convivência haviam perdido importância.
Deloana continuou falando sobre sua fé, mas já não reconhecia na igreja o ambiente em que vivera por tanto tempo. A pressão para aceitar uma visão política transformara uma discussão sobre educação num rompimento religioso.
Fontes consultadas (1)
Romerito Pontes. Origem da imagem · Licença · Recorte para a capa. Imagens e transparência · Metodologia
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