Carregando a página…

Em relatos no Instagram, Marcella Marques explica como deixou o bolsonarismo, reconheceu o alcance das políticas sociais e declarou apoio a Lula preservando a liberdade de criticar qualquer governo.

Depois de votar em Bolsonaro em 2018, Liliane passou a questionar atitudes do governo e voltou a apoiar a esquerda em 2022. Em outubro de 2026, contou publicamente como mudou de opinião.

No Anhembi, uma profissional de saúde descreveu o medo e o desrespeito causados pela invasão de deputados durante a pandemia.

Professor de artes marciais e motorista de aplicativo em São Luís, Daniel contou como uma tragédia familiar influenciou seu voto de 2018 e por que depois passou a questionar o discurso político que havia apoiado.

Maria Christina Cardoso e Deborah Cardoso, de Curitiba, relataram em 2020 como a saída de Sergio Moro e a resposta à crise sanitária desmancharam expectativas criadas em 2018.

Gisele Aziz participou de atividades políticas de apoio a Jair Bolsonaro e construiu relações naquele ambiente. Quando passou a discordar, a mudança alcançou suas amizades. Em entrevista ao Jornal Opção, publicada em junho de 2021, falou sobre o medo de perder a rede de apoio formada entre os antigos aliados.
O engenheiro eletricista Edson Garcia se decepcionou com o governo Bolsonaro e continuou conservador. Ao Jornal Opção, em junho de 2021, relatou que retirar o apoio ao presidente provocava acusações e tentativas de desqualificação entre antigos aliados.
Em uma tarde fria de junho de 2021, Patrícia Romano foi à avenida Paulista com as duas filhas para pedir a saída de Jair Bolsonaro. A dentista havia votado nele em 2018. Três anos depois, mãe e filhas estavam juntas numa manifestação contra o presidente.

Rodrigo Bezerra rompeu com Bolsonaro em maio de 2019, poucos meses depois da posse. O pesquisador e doutorando havia votado no presidente e discutido com colegas da universidade para defendê-lo. Os ataques do governo ao conhecimento científico atingiram justamente o trabalho ao qual dedicava a vida.

Ângelo apoiou Bolsonaro nas redes sociais porque queria alternância de poder. Em 2021, ao conversar com o Jornal Opção, já criticava a política ambiental e a condução da pandemia.
Ana Clara Almeida esperava uma equipe de ministros técnicos quando votou em Bolsonaro. A biomédica manteve o voto em segredo e, depois da posse, passou a confrontar essa expectativa com a condução dos ministérios da Educação, das Relações Exteriores e do Meio Ambiente. Na entrevista ao Jornal Opção, em 2021, sua avaliação se apoiava no funcionamento do governo.
Victor Klein deixou de apoiar Bolsonaro porque queria um governo ainda mais radical. Na entrevista publicada pelo Jornal Opção em 2021, criticou a aproximação com o Centrão e continuou defendendo posições autoritárias, entre elas o fechamento do Supremo Tribunal Federal. O nome é fictício, adotado pela reportagem a pedido do entrevistado.

Paulo Júnior votou em Bolsonaro por rejeição ao PT. Em 2021, o servidor público contou ao Jornal Opção que as alianças com o Centrão e a condução da pandemia haviam transformado aquela escolha em arrependimento. Identificado sem sobrenome na reportagem, disse que chegara a pedir votos no primeiro turno de 2018.
João Lúcio votou em Bolsonaro pela promessa de uma política econômica liberal conduzida por Paulo Guedes. Ao Jornal Opção, em 2021, o advogado contou que a expectativa se desfizera ao observar a falta de autonomia que atribuía ao ministro. Ele havia defendido o voto em conversas pontuais, quando perguntado.
Antônia Teixeira Alves fez campanha por Bolsonaro em 2018. Quatro anos depois, ao conversar com a Deutsche Welle, descreveu a dificuldade de comprar leite, carne e gás enquanto cuidava dos netos em Parelheiros, na zona sul de São Paulo. A pensionista contou que as crianças haviam tomado café da manhã com pão, mas que faltara dinheiro para o leite.
José Roberto Martinez votou em Bolsonaro em 2018 e decidiu apoiar Lula em 2022. À Deutsche Welle, o major aposentado da Polícia Militar explicou que a presença de Geraldo Alckmin na chapa ajudara a construir confiança na nova escolha. Ele tinha um histórico de votos em candidatos do PSDB.
Janete Szafran costumava votar no PSDB e escolheu Bolsonaro em 2018 por esperar uma mudança na política. Ao conversar com a Deutsche Welle, em 2022, falou sobre amigos mortos por Covid-19 e sobre a indignação com a postura do presidente durante a pandemia. A profissional de relações públicas havia acreditado na imagem de um candidato diferente das lideranças tradicionais.
Patrícia Costa foi à avenida Paulista protestar contra Bolsonaro em 19 de junho de 2021. A advogada havia votado nele três anos antes, por oposição ao PT e pelas promessas econômicas da campanha.
Um empresário ouvido pela Folha de S.Paulo em junho de 2021 quis falar sobre sua decepção com Bolsonaro e pediu para não ser identificado. Temia que a exposição de sua opinião provocasse conflitos com familiares. A insatisfação estava ligada à resposta do governo à vacinação.

Rafael cresceu em uma igreja batista da zona sul de São Paulo. Os pais já frequentavam a congregação antes de seu nascimento.

Ruy Giné militou pelo impeachment de Dilma Rousseff e chegou a acampar em Brasília. Em 2018 votou em Jair Bolsonaro esperando uma alternativa ao PT e um combate firme à corrupção.

A fisioterapeuta Flávia Romani votou em Bolsonaro em 2018 e, em maio de 2020, já se dizia decepcionada. Aos 41 anos, em São Paulo, contou à Folha que a resposta à Covid-19 e o comportamento da família presidencial haviam derrubado suas expectativas. O trabalho na área de saúde aproximava o noticiário da rotina profissional.

O marido de Mirella Souza foi internado com pneumonia após contrair coronavírus. Segundo contou à Folha em maio de 2020, metade dos pulmões dele havia sido comprometida.

Simone Leal se aproximou da candidatura de Bolsonaro pelo discurso de segurança pública. Moradora de Duque de Caxias, tinha 23 anos quando contou à Folha, em maio de 2020, que já não sustentava as mesmas posições. A mudança atingiu até a defesa da morte de criminosos como solução para a violência, que ela havia considerado aceitável.

A musicista e investidora Talita Freitas, de São Paulo, apoiou Bolsonaro em 2018 acreditando que era hora de experimentar outra alternativa política. Em maio de 2020, disse à Folha que já não conseguia justificar a atuação do presidente. No primeiro ano de governo, atribuía erros à inexperiência de quem chegava ao Planalto.

Jonathan José é engenheiro mecânico e, em maio de 2020, estava desempregado. Morador do extremo sul de São Paulo, havia votado em Jair Bolsonaro esperando crescimento industrial e uma melhora na economia. Aos 25 anos, contou à Folha que o crescimento econômico prometido não havia chegado.

Alisson Santos e sua esposa atuavam na evangelização de jovens numa igreja de Aracaju, em Sergipe. Em outubro de 2022, disseram à BBC News Brasil que haviam sido afastados da comunidade depois de questionar a utilização dos cultos em favor de Jair Bolsonaro. Segundo Alisson, o apoio a Bolsonaro se intensificou quando um pastor da igreja se candidatou a deputado estadual.

Marta frequentava havia décadas uma igreja evangélica numa capital do Nordeste. Em outubro de 2022, contou à BBC News Brasil que a cobrança por apoio a Jair Bolsonaro tornou insustentável sua permanência na comunidade. Ela relatou pressões de pastores e de outros fiéis para seguir o candidato defendido pela igreja.

Deloana, assistente social de Osasco, frequentava havia 12 anos a Assembleia de Deus. Seu marido participava da igreja desde criança.

Luiz Fernando frequentava igrejas evangélicas desde os 12 anos. Morador do interior da Bahia, cresceu num ambiente em que as escolhas partidárias dos fiéis não eram cobradas nem discutidas durante os cultos. Em 2018, segundo contou à BBC News Brasil, percebeu uma mudança.