
Manifestação em defesa da educação pública, em 15 de maio de 2019. Foto: Romerito Pontes.
A fisioterapeuta Flávia Romani votou em Bolsonaro em 2018 e, em maio de 2020, já se dizia decepcionada. Aos 41 anos, em São Paulo, contou à Folha que a resposta à Covid-19 e o comportamento da família presidencial haviam derrubado suas expectativas.
O trabalho na área de saúde aproximava o noticiário da rotina profissional. Flávia criticou a falta de compaixão do presidente com as famílias que perdiam parentes para o coronavírus.
Também reclamou da interferência da família de Bolsonaro no governo. A exposição nas redes sociais lhe parecia ocupar mais espaço do que a administração do país.
Ao manifestar críticas, encontrou uma divisão rígida entre antigos apoiadores: quem discordava era rapidamente chamado de petista. Flávia rejeitava a ideia de que questionar Bolsonaro obrigasse alguém a mudar de campo político.
Incomodavam-na os ataques aos demais poderes. Via na pressão pela concentração de poder um desrespeito à Constituição. Mesmo assim, sua frustração em 2020 ainda convivia com a rejeição ao PT.
Fontes consultadas (1)
Romerito Pontes. Origem da imagem · Licença · Recorte para a capa. Imagens e transparência · Metodologia
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