
Manifestação em defesa da educação pública, em 15 de maio de 2019. Foto: Romerito Pontes.
Jonathan José é engenheiro mecânico e, em maio de 2020, estava desempregado. Morador do extremo sul de São Paulo, havia votado em Jair Bolsonaro esperando crescimento industrial e uma melhora na economia.
Aos 25 anos, contou à Folha que o crescimento econômico prometido não havia chegado. Criticou os resultados de 2019 e a alta do dólar, que contrariavam as expectativas que sustentaram sua escolha eleitoral.
O desencanto também alcançou a saída de Sergio Moro do governo. Jonathan queria conhecer melhor as acusações de tentativa de interferência política na Polícia Federal antes de tomar uma posição definitiva.
Mesmo frustrado, ainda atribuía parte das dificuldades às resistências de outros poderes às decisões do presidente. E continuava rejeitando candidatos de esquerda.
Seu caso revela uma ruptura incompleta: Jonathan reconhecia que a economia havia frustrado suas esperanças e dizia se arrepender do voto, mas não enxergava uma alternativa eleitoral fora da direita.
Fontes consultadas (1)
Romerito Pontes. Origem da imagem · Licença · Recorte para a capa. Imagens e transparência · Metodologia
← Voltar para Gente como você