
Otoni de Paula e Lula na cerimônia do Dia Nacional da Música Gospel, em 15 de outubro de 2024. Foto: Ricardo Stuckert/PR.
Luiz Fernando frequentava igrejas evangélicas desde os 12 anos. Morador do interior da Bahia, cresceu num ambiente em que as escolhas partidárias dos fiéis não eram cobradas nem discutidas durante os cultos.
Em 2018, segundo contou à BBC News Brasil, percebeu uma mudança. Pastores passaram a apresentar Jair Bolsonaro como o candidato que representaria os cristãos e a família, pedindo votos durante as cerimônias religiosas.
O que antes era um espaço de convivência passou, para Luiz Fernando, a reproduzir as disputas eleitorais. Ele se incomodou com o discurso de guerra contra adversários políticos e com a hostilidade de pessoas que conhecia havia anos.
A decepção não ficou restrita à liderança da igreja. Luiz Fernando acabou abandonando a própria prática religiosa, depois de uma vida inteira de identificação com o cristianismo.
À BBC, contou que passou a se declarar sem religião em levantamentos oficiais. Sua história é diferente da de pessoas que apenas mudaram de congregação: o uso partidário do espaço religioso afetou sua relação com a fé.
Fontes consultadas (1)
Ricardo Stuckert/PR. Origem da imagem Imagens e transparência · Metodologia
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