
Preparação de vacina contra a Covid-19 no Rio de Janeiro, fevereiro de 2021. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.
O marido de Mirella Souza foi internado com pneumonia após contrair coronavírus. Segundo contou à Folha em maio de 2020, metade dos pulmões dele havia sido comprometida. Dentro de casa, ela vivia o drama que Jair Bolsonaro insistia em minimizar.
A advogada carioca, então com 35 anos, havia votado em Bolsonaro esperando uma alternativa aos governos do PT, após anos marcados por denúncias de corrupção.
Com a pandemia, a distância entre a promessa e a realidade ganhou urgência. Mirella via as mortes crescerem enquanto o presidente tratava a doença como algo sem gravidade e mantinha confrontos políticos.
Sua crítica alcançou as instituições. Ela considerava graves as denúncias de interferência na Polícia Federal feitas por Sergio Moro e acusava Bolsonaro de agir contra a democracia.
Mirella tampouco defendia um impeachment imediato. Temia que um novo afastamento presidencial em meio à emergência agravasse a imagem internacional do Brasil. Sua decisão de 2018 havia se convertido em arrependimento, mas não em adesão ao PT.
Fontes consultadas (1)
Tânia Rêgo/Agência Brasil. Origem da imagem Imagens e transparência · Metodologia
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