
Apoiadores de Bolsonaro na rampa do Planalto, em 6 de setembro de 2021. Foto: Marcos Corrêa/PR.
Ruy Giné militou pelo impeachment de Dilma Rousseff e chegou a acampar em Brasília. Em 2018 votou em Jair Bolsonaro esperando uma alternativa ao PT e um combate firme à corrupção. Menos de dois anos depois, o empresário paulista já se dizia arrependido.
Em maio de 2020, Ruy participou de uma conversa organizada pela Folha com seis antigos eleitores. Cumprimentou os demais brincando com o rótulo de comunistas que recebiam ao criticar o presidente. O humor era uma resposta ao ambiente de hostilidade.
A indignação passava pelas crises institucionais e pelos ataques do governo a adversários. Ruy reclamava que Bolsonaro gastava energia atacando reputações, enquanto os problemas do país ficavam sem solução.
A saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça agravou a decepção. Ruy havia apoiado a Lava Jato e enxergava as acusações de interferência política na Polícia Federal como um novo golpe na credibilidade do governo.
Apesar do arrependimento, em 2020 ainda admitia repetir o voto em Bolsonaro num segundo turno contra o PT. A ruptura com a confiança no presidente não havia apagado o antipetismo que orientara a escolha de 2018.
Fontes consultadas (1)
Marcos Corrêa/PR. Origem da imagem · Licença · Recorte para a capa. Imagens e transparência · Metodologia
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