
Apoiadores de Bolsonaro na rampa do Planalto, em 6 de setembro de 2021. Foto: Marcos Corrêa/PR.
Simone Leal se aproximou da candidatura de Bolsonaro pelo discurso de segurança pública. Moradora de Duque de Caxias, tinha 23 anos quando contou à Folha, em maio de 2020, que já não sustentava as mesmas posições.
A mudança atingiu até a defesa da morte de criminosos como solução para a violência, que ela havia considerado aceitável. Simone disse ter passado a enxergar a questão de outro modo.
Sua avó havia morrido de doença respiratória cerca de um ano antes. Ao ouvir Bolsonaro minimizar mortes de pessoas idosas durante a Covid-19, Simone lembrou da perda familiar e da dor por trás das estatísticas.
A ruptura também atingiu amizades com evangélicos que continuavam apoiando o presidente. Nas redes sociais, as discussões se tornaram agressivas, porque críticas ao governo eram tratadas como traição.
Ela não queria repetir o voto em Bolsonaro. Diante de alternativas que também rejeitava, cogitava votar nulo. A pandemia havia alterado sua percepção da vida, da segurança e da lealdade política.
Fontes consultadas (1)
Marcos Corrêa/PR. Origem da imagem · Licença · Recorte para a capa. Imagens e transparência · Metodologia
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