
O corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, abriu investigação sobre a chapa de Flávio Bolsonaro e deu 24 horas para Meta e X explicarem como seus sistemas tratam as candidaturas presidenciais. A decisão, assinada às 21h08 de quinta-feira (22) e divulgada pelo TSE nesta sexta (23), prevê multa diária de R$ 500 mil para cada empresa em caso de descumprimento injustificado.
A coligação Brasil Pronto pra Mais, de Lula, acusa as plataformas de restringir conteúdos favoráveis ao presidente e favorecer adversários na distribuição de publicações e anúncios. Flávio e o candidato a vice, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, terão cinco dias para apresentar defesa. Meta e X, empresas norte-americanas, deverão fornecer os registros técnicos que detêm.
Grok, traduções e recomendações entram na apuração
O X terá de explicar os filtros do Grok, sua inteligência artificial, diante da denúncia de respostas diferentes a pedidos equivalentes sobre os candidatos. A Meta deverá esclarecer traduções automáticas que, segundo a coligação, alteraram o sentido de manifestações sobre a eleição em 19 de outubro. Terá ainda de explicar a ordenação de GIFs, as animações compartilhadas em mensagens, e de sugestões de hashtags.
As empresas deverão informar se houve intervenções manuais ou regras especiais para três perfis identificados na decisão: dois ligados a Flávio e um a Nikolas Ferreira. Cueva pediu métricas desde 9 de outubro, separando seguidores de pessoas que receberam recomendações sem acompanhar as contas. Essa diferença permite examinar quanto da circulação depende da distribuição escolhida pela plataforma.
